Tribuno Horacio - 65 A.C. - 8 A.C.

IRRACIONALIDADES

Os civilizados que me perdoem, mas educação é fundamental.

Berço é algo muito sério; é o foco onde a vida se fixa e se planta a semente das futuras gerações.

Cada dia mais algo me surpreende nessa humanidade falida, ou parcialmente falida. Não consegui ainda, com sinceridade, avaliar quando e onde perdemos o caminho justo do respeito objetivo ao ceder lugar para o mal que predomina. Será que foi pela nossa omissão ou fragilidade cultural, provocada pelo excesso de miscigenação de raças? Ou foi, ainda, pelas pressões dos meios de comunicação que fizeram um mundo plano e tudo muito próximo? Francamente, ainda me perco pela constância das dúvidas. Como defesa, cada vez mais me distancio deste aglomerado humano que permite todo tipo de licenciosidade e permanece inerte, imóvel, anestesiado e compulsivamente ausente.


Notaram como tudo de mal acontece corriqueiramente e poucos se apresentam com atos e palavras para defender o bem? A corrupção corre solta. A moral inflexível e a ética são apenas referências de poucos indivíduos, quando, aqueles que as praticam são todos chamados de chatos! As licenciosidades discrepantes são praticadas e aplicadas como novas referências. Cidades inteiras são dominadas por traficantes, contrabandistas, corruptos, sonegadores, falsários, proxenetas, etc. O sexo livre, animalesco e fácil, come solto em todos os níveis dos agrupamentos humanos. O respeito é praticamente uma palavra que vai se tornando apenas uma palavra, sem nenhum sentido objetivo. Reina no ar um sentimento de falência das virtudes.

Movidos pela insensatez das vaidades plurais e pelos ganhos fáceis, tripudiam-se vidas com naturalidade. Acham que a prática do mal é um bem. E aos poucos tudo se emporcalha a nossa volta, chafurda no mal e os respingos das fezes nos atingem a todos, tudo porque vamos todos cedendo a cada instante o nosso sagrado direito de ocupar espaço limpo, saudável e livre de todo o mal.

Meu leitor deve estar preocupado com o que acima escrevo. São verdades, infelizmente incontestáveis. Ouça emissoras de rádio. Elas desceram a um nível de comunicação onde o humor é dizer palavras de baixo calão e a cultura é a fofocagem sobre as trocas de maridos e mulheres das atrizes ou personalidades públicas. Nas ante-salas de médicos, o que se vê são aquelas revistas ditas “avançadas” com textos que emporcalham e embotam mentes. São “ilhas fantásticas” dos encontros fáceis que levam as pessoas comuns e sem estrutura moral familiar, aos “paraísos” dos vícios e prostituição. Esta é a pressão maléfica do maio. E a televisão? Os programas cafajestes que pululam dão nojo. Tudo elevado ao quadrado. Os “Big Brother” ensinando a trair, destruir, mentir, sob os aplausos da ignorância do povo. Quanta perda de preciosos tempos que poderiam estar a serviço do crescimento humano, da edificação de vidas, da moral, do procedimento ético, das virtudes.

Cada dia mais me convence de que cada vez mais retroagimos em nossa conduta humana e não estamos sabendo aproveitar o grande salto que nos oferecem todas as ciências. Avançamos em tecnologias e retrocedemos em valores morais. Deu para entender?

ASTERISCOS-

Não agüento mais os descalabros: Toda semana um escândalo envolvendo personagens ligados ao Lula. Basta! Esta semana: Dario, compadre do homem e Genivaldo, seu irmão mais velho. Quem será a bola da vez da semana entrante? Que mar de......

(artigo de Jorge Lemos, na sua coluna 'Linhas Cruzadas' - Jornal Folha de Vinhedo, em 09.06.2007)


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O Navegante
Jorge Lemos
Louveira, SP, Brasil


20 de Outubro de 2007


Jornalista, poeta, escritor, historiador, fundador da Academia
Metropolitana de Letras, Artes e Ciências.

Prêmio concedido na Espanha

O Rio
Bendisseram todos os oceanos o gesto deste rio ousado que impregnou de um doce amor o sal de todas as águas.

Nessa doce lembrança dos meus tempos de criança, volto sempre às margens do meu rio para lavar em
suas águas minhas tristezas e mágoas.

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